terça-feira, 20 de Outubro de 2009

cinema à 2ª
















Por preguiça quase nunca vou ao cinema, faço mal.Mas ontem fui ver a Seraphine. A relação de Seraphine com a natureza é tão leal, directa e recuperadora que dificilmente o espectador pode conter as lágrimas.

Seraphine - de Martin Provost (2008) - é um filme sobre a história de Seraphine Louis ou Senlis, uma empregada doméstica que se tornou pintora e que foi acidentalmetne descoberta por um coleccionador.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

olhar em frente

Começa um novo ciclo.
Depois de tantos meses a debater a situação do país, aterramos hoje (sem qualquer tipo de apoio) no Portugal verdadeiro, triste e amargo.
Felizmente está sol!

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

O tempo tem sido pouco

A campanha eleitoral está quase a acabar. Ainda bem, isto tem sido um enjoo. Portugal comporta-se como um país milionário. Podíamos ter votado em para o Parlamento, Legislativas e Autárquicas no mesmo dia. Já estaríamos a pensar no Orçamento em vez de estarmos a pensar nas vulnerabilidades informáticas.

Já nem me lembro em quem votei há uns meses atrás. Devo ter votado bem, voto sempre. Nas legislativas votei com a carteira, mas saí um bocado enjoada do local de voto.
No próximo domingo vou votar com gosto. Vou votar num conhecido meu.

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

o comportamento viral dos portugueses













A ministra da Saúde recomendou aos portugueses que tivessem comportamentos socialmente correctos em relação à nova gripe. A recomendação é compreensível mas nem o ministério nem a comunicação social conseguirão atingir tão nobre objectivo enquanto não acabarem as férias, enquanto não vier o frio ou enquanto não aparecerem casos de gripe muito graves que deixem os portugueses muito assustados.
Estou em crer que isso só acontecerá lá mais para a frente, mas aí os portugueses são muito capazes de acusar a ministra da Saúde de não os ter avisado.

segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

o poder da cor












Hoje está um dia lindo de Agosto, céu azul límpido, a linha do horizonte bem recortada. Enfim, tudo perfeito do ponto de vista cromático.

Até agora está a ser um dia perfeito, ainda para mais sendo segunda-feira. Tudo normal excepto o facto de ter vestido uma camisa lilás e de me ter cruzado com outras tantas pessoas que hoje escolheram a mesma cor para se trajarem.

Gosto de quase todas as cores, mas tenho uma atracção especial pelos tons entre o roxo e o lilás, entre a beringela e a beterraba, o que, por vezes, faz com que a opção por roupa desta cor seja pouco convencional.

Mas o que me intriga é o que leva as pessoas a escolherem roupa de determinada cor para vestirem. Se não tivermos ideias preconcebidas em relação a determinadas cores ficaremos então livres para optar por qualquer uma das que existem na paleta. Será que existe o poder da cor?

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

As férias dos sem-terra

















Deve ser muito aborrecido ter de trabalhar para as férias dos outros, mas não há remédio, é uma das muitas profissões existentes.


Aborrecido, triste mesmo, é trabalhar sem ter no horizonte uns dias de férias. Não poder ter um «lugarinho» no pensamento para sonhar com uma praia de límpida água azul ou uma casa com caramanchão ramoso como as que aparecem nas fotografias coloridas das revistas da especialidade. E, é este ir pensando que é tão benéfico para a alma.


Para além de tudo o mais, as férias são para arrecadar a energia que nos fará falta nos meses frios tal como o tempo das colheitas serve para guardar alimentos para o Inverno. As férias são uma graça para os sem-terra das cidades.

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

A Oeste Nada de Novo

Oh quanto tempo! É verdade, mas a falta de tempo aliada à falta de imaginação é no que dá. No entretanto pouco aconteceu que justificasse uma corrida ao teclado. Talvez as mini-férias do 10 de Junho, ou a má sorte eleitoral de Sócrates justificassem um escrito, mas como o tempo esteve de feição para a praia e o resultado eleitoral era esperado nem isso foi motivo.

O Verão faz destas coisas; amorna a gente que fica na cidade e são poucas as notícias que parecem ter qualquer coisa de diferente como a da «provocação» ao encenador Ricardo Pais no Festival ao Largo, que Diogo Dória, Miguel Guilherme, Rita Blanco e Nuno Artur Silva resolveram fazer e assumir.

Um novo «Manifesto Anti-Dantas» quase cem anos depois cujo mérito é de permitir a quem passa poder assistir ao tratamento que é dado ao assunto.

Diogo Infante «não exerceu qualquer acto de censura para com uma decisão que era artística», fez bem mas pareceu pouco confortável. Os responsáveis pelo Festival pareceram-me estar chocados e receosos. Provavelmente os manifestos estão em desuso assim como tudo o que agite o nosso meio.